Estudantes denunciam Direitos Humanos mais violados

Formação

Os finalistas do Instituto Médio de Ciências Religiosas de Angola (ICRA-Luanda) concluíram que a educação e a saúde serão os Direitos Humanos mais violados em Angola.

No final de cinco dias de reflexão e partilha de experiências sobre Desenvolvimento baseado nos Direitos Humanos, Zua Canvula, finalista do curso de Comunicação Social, sustentou que a educação é dos Direitos Humanos mais violados, dado o elevado número de crianças fora do sistema de ensino. Além disso, muitos cidadãos não têm acesso aos hospitais ou centros de saúde nas suas comunidades. “Dão mais valor às pessoas que são de um status social elevado do que às pessoas de baixa renda”, constatou a estudante.

Para Armindo Dala, finalista do Curso de Educadores Sociais, basta ver “nos hospitais como as pessoas são atendidas de forma desumana e, nas escolas, o difícil acesso às instituições públicas por parte das pessoas mais vulneráveis”, revelou, acrescentando que há também muitos jovens fora do sistema de ensino, por não terem possibilidades económico-financeiras para iniciar ou continuar os estudos.

Os estudantes apontaram também a habitação como um dos direitos mais violados, a seguir à educação e saúde. Além do acesso, o finalista António Chitota destacou as situações de demolição sem realojamento condigno. “Casos há em que o cidadão mora num sítio ou localidade de risco, é retirado e posto numa situação mais difícil do que a de onde saiu”, exemplificou.

Conhecer para reivindicar

Durante a reflexão, os estudantes chegaram à conclusão que é determinante que os cidadãos conheçam os seus direitos para que possam reclamá-los e exigir que sejam garantidos.

“Temos que ter noção de que os direitos existem, se não tivermos essa noção, não teremos como reivindicar”, defendeu Zua Canvula, e António Chitota, seguindo a mesma linha de pensamento, acrescentou que “tendo conhecimento dos direitos que eu tenho, saberei como defender-me”.

Sobre a Formação

A Formação sobre Desenvolvimento baseado nos Direitos Humanos foi facilitada pelo Mosaiko, de 17 a 21 de Fevereiro, passado a 60 estudantes finalistas dos cursos de Educadores Sociais e Jornalismo Comunitário do ICRA de Luanda, com a finalidade de prepará-los para identificar, acompanhar ou encaminhar casos de violação de Direitos Humanos, durante os próximos seis meses de estágio que irão fazer em diferentes comunidades do país.

Em Novembro, os estudantes apresentarão as suas experiências de estágio, na perspectiva dos Direitos Humanos.

Juntos por uma Angola melhor!

Apoio: MISEREOR

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