Mosaiko realiza segundo dia das Jornadas da Cidadania

21 de Setembro2017

“O Mosaiko é para mim uma escola, que me deu os primeiros impulsos, que me ajudou a reconhecer como cidadão com direitos”Dago Nível

É com este olhar a partir da informação e divulgação sobre os Direitos Humanos, que o Mosaiko| Instituto para a Cidadania, realiza o segundo dia das III Jornadas da Cidadania. O encontro decorreu no Auditório, Manuel das Neves, no Bairro São Paulo, em Luanda.
Nesta quinta-feira, 21 de Setembro, a activista independente, Alexandra Simeão e a socióloga, Cesaltina Abreu, falaram sobre: A cidadania em Angola: Um agir local para a mudança social, o assunto foi reflectido por centenas de pessoas, dentre elas estudantes, docentes, representantes de organizações da sociedade civil e religiosos.
Ao falar sobre as mudanças sociais, Cesaltina Abreu, mencionou algumas preocupações concernentes ao exercício da cidadania. Para ela, o povo angolano ainda experimenta uma cidadania passiva, “parece-me que ser cidadão é pagar impostos e nas eleições, ir às urnas escolher os governantes”, enfatizou a socióloga.
Segundo a prelectora, as pessoas precisam cada vez serem informadas para tomar consciência da participação que podem assumir na sociedade, “qualquer que seja a organização, ou instituição se faz necessário sair do individualismo e passar para as acções colectivas que tenham metas realistas de mudanças”, ressaltou Cesaltina.

É com este olhar a partir da informação e divulgação sobre os Direitos Humanos, que o Mosaiko| Instituto para a Cidadania, realiza o segundo dia das III Jornadas da Cidadania. O encontro decorreu no Auditório, Manuel das Neves, no Bairro São Paulo, em Luanda.

Nesta quinta-feira, 21 de Setembro, a activista independente, Alexandra Simeão e a socióloga, Cesaltina Abreu, falaram sobre: A cidadania em Angola: Um agir local para a mudança social, o assunto foi reflectido por centenas de pessoas, dentre elas estudantes, docentes, representantes de organizações da sociedade civil e religiosos.

Ao falar sobre as mudanças sociais, Cesaltina Abreu, mencionou algumas preocupações concernentes ao exercício da cidadania. Para ela, o povo angolano ainda experimenta uma cidadania passiva, parece-me que ser cidadão é pagar impostos e nas eleições, ir às urnas escolher os governantes, enfatizou a socióloga.

Segundo a prelectora, as pessoas precisam cada vez serem informadas para tomar consciência da participação que podem assumir na sociedade, qualquer que seja a organização, ou instituição se faz necessário sair do individualismo e passar para as acções colectivas que tenham metas realistas de mudanças, ressaltou Cesaltina.

Para a activista, Alexandra Simeão, a educação primária é um dos pilares que ajuda as pessoas a exercerem efectivamente a cidadania. Porém, é preciso pensar uma escola que educa as pessoas para serem humanas, para além de serem técnicas, falou a activista.
Alexandra destacou também, que o País, ainda vive uma cidadania fingida, os governos estão a violar gravemente os direitos básicos, como: saúde e educação e outros. Isso não deveríamos aceitar, afirmou.

A activista referiu que os bons exemplos do exercício de cidadania precisam ser contagiantes, um deles é a informação para a consciencialização das pessoas, o saber dizer não a corrupção, e por fim, não ter medo.Precisamos lembrar que a cidadania não é apenas um conjunto de direitos e deveres. Cidadania vai além de qualquer fronteira e deve ser exercida diariamente, concluiu a prelectora.
Após, as colocações das prelectoras, os participantes também fizeram alguns questionamentos e intervenções e relacionados a temática. Para o jovem activista dos Direitos Humanos, Dago Nível, as palestras foram importantes, porque os ajudou a perceber que cada pessoa é capaz de fazer a mudança. E que a educação tem uma função fundamental neste processo. Para mim, o Mosaiko é uma escola, que me deu os primeiros impulsos, que me ajudou a reconhecer como cidadão com direitos. E sonho em poder informar isso à outras pessoas. Para concluir, o segundo dia de actividades, houve apresentação do Grupo Atelier Teatral da Universidade Católica de Angola (ATUCAN), com a peça: Direitos Humanos, isso é o quê? E logo após, os convidados participaram de um coquetel.

Mosaiko| 20 anos ao Serviço dos Direitos Humanos em Angola

 

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