800 mil cidadãos capacitados para processo autárquico

Autarquias

Cássia Clemente

O Mosaiko | Instituto para a Cidadania e a People in Need (PiN) esperam capacitar cerca de 800 mil cidadãos para participarem, conscientemente, nas primeiras eleições autárquicas em Angola.

Com o apoio da União Europeia, as duas organizações apresentaram o projecto “Vamos Votar”, no passado dia 19 de Março, no auditório das Irmãs Paulinas, em Luanda, aos membros de diferentes organizações da Sociedade Civil, representantes da Comissão Nacional Eleitoral e pessoas singulares.

Com um período de dois anos, conforme explicou a gestora de projecto, Cássia Clemente, o “Vamos Votar” inclui diferentes actividades, com destaque para a formação dos cidadãos sobre autarquias locais, a sensibilização da população para uma participação consciente no processo autárquico e o apoio prestado às  organizações da sociedade civil locais para implementarem acções para o maior conhecimento e envolvimento dos cidadãos neste processo.

 O projecto será desenvolvido em cinco províncias, cinco municípios: Lubango (Huíla), Kuito (Bié), Gabela (Cuanza Sul), Luanda (Luanda) e Luena (Moxico). Onde, segundo Pedro Mucano, também gestor deste projecto, serão realizados ainda debates públicos sobre as autarquias locais e a capacitação institucional das organizações da sociedade civil, tendo sempre presente o público-alvo do projecto: jovens, mulheres e pessoas com deficiência.

Laura Mascagna, gestora de programa da União Europeia em Angola para os Direitos Humanos, Igualdade de Género e Democracia, considera a implementação das autarquias locais “muito importante para a democracia Angolana” e que este projecto pode contribuir, fazendo compreender os cidadãos, sobretudo os jovens, como podem participar no processo autárquico.

A representante da União Europeia, na sessão de lançamento, referiu que, ao final do projecto, espera-se que “os cidadãos Angolanos tenham mais consciência do direito que têm de escolher os seus representantes, com o conhecimento do processo eleitoral e das suas responsabilidades”.

Adérito Fernandes, membro da Liga de Apoio e Reintegração das Pessoas com Deficiência (LARDEF), disse estar agradecido pelo facto do projecto abranger as pessoas com deficiência, que segundo ele, têm sido marginalizadas nos processos eleitorais. Para Fernandes, este projecto é uma “forma de pressionar o Executivo naquilo que são as tarefas a que se comprometeu durante as últimas eleições gerais”.

Juntos por uma Angola melhor!

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