“MPLA quer fazer no activismo o que fez com os Kuduristas”

A estratégia do partido é, segundo afirmou Hitler Samussuku, no Cidadania em Debate, no passado sábado (14), acabar com as referências que existem nas comunidades e corrompê-las. “Activismo e Cidadania em Angola” foi o tema do Cidadania em Debate, no Jango do Mosaiko|Instituto para a Cidadania, com Cheick Hata, Dito Dalí e Hitler Samussuku como...

A estratégia do partido é, segundo afirmou Hitler Samussuku, no Cidadania em Debate, no passado sábado (14), acabar com as referências que existem nas comunidades e corrompê-las.

“Activismo e Cidadania em Angola” foi o tema do Cidadania em Debate, no Jango do Mosaiko|Instituto para a Cidadania, com Cheick Hata, Dito Dalí e Hitler Samussuku como facilitadores e mais de 100 participantes.

Os jovens que estiveram envolvidos no famoso caso 15+2, denunciaram a acção do partido no governo. “O MPLA acabou com as referências do Kuduro. O Nagrelha era a referência no Sambizanga e Pai Diesel em Viana”, lamentou, acrescentando que em relação aos activistas, o partido consegue tirar proveito da confusão, “pois havendo problemas entre nós, haverá menos pessoas a interessarem-se pelo activismo”.  

“Temos muitos activistas confusos, mas nem todos são farinha do mesmo saco”, admitiu Samussuku.

Por outro lado, Cheick Hata, confirmou que apesar de muitos não se saberem posicionar, diante do que supostamente defendem, o activismo está a saber levar alguns a tomarem consciência dos direitos e deveres consagrados na Constituição. E concluiu que quando uma causa é abraçada “não devemos nos preocupar com quem se vende ou se vendeu”.

Activismo em ano eleitoral

“Quem está há muito tempo no activismo angolano sabe, que as fases que antecedem o pleito eleitoral, o activismo é muito forte, mas se o MPLA vencer novamente, muitos vão deixar de ser activistas”.

A desilusão, confessou Hitler Samussuko, causa o enfraquecimento, mesmo depois do trabalho e de lutar bastante, mas sem alcançar mudanças, esmorece. Contudo, “temos que ser fortes para o MPLA sair do poder nas eleições de 2022. Porque se não sair, a vida vai ser mais complicada para os angolanos nos próximos anos”, concluiu.

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