Quem Somos

Fundado em 1997, pelos Missionários Dominicanos, o MOSAIKO é um Instituto angolano, sem fins lucrativos, tendo sido a primeira instituição angolana a assumir explicitamente como missão promover os Direitos Humanos em Angola.

Guiado por um forte compromisso social, tem como objectivo o respeito pela dignidade humana e o desenvolvimento da sociedade angolana, a partir do contributo de todos e de cada um/a.

 

Inspiração

\"Deus chama continuamente os homens das trevas para a luz da Boa Nova de Jesus Cristo. Sempre chamou homens e mulheres a adorá-lo e a proclamar o seu nome. Domingos de Gusmão ouviu este apelo no grito dos homens e mulheres do seu tempo e levou-lhes uma mensagem de esperança e libertação. Logo desde o início houve quem seguisse o caminho de S. Domingos. Hoje, os Dominicanos e Dominicanas estão atentos, como S. Domingos estava, às necessidades do nosso tempo. [...] Estamos abertos ao mundo, celebrando a bondade da criação e somos encorajados a usar a nossa liberdade e a desenvolver os dons que Deus nos deu\".  (Documento de Bolonha, 1983)

\"escudo

Desde a sua fundação no século XIII, a Ordem dos Pregadores (Dominicanos) dedica-se à Pregação da Palavra de Deus e à Promoção Integral da Pessoa Humana. As dimensões fundamentais do seu carisma - a vida em comunidade, a oração e o estudo contínuo e sistemático, tanto da Palavra de Deus como das Ciências Sociais e Humanas - estão totalmente orientadas para a pregação e a promoção da vida humana. Desde os começos da Ordem, esta vocação é partilhada por diferentes grupos - monjas, frades, leigos e irmãs - constituindo-se uma Família Dominicana que realiza a sua missão na complementaridade.

Ao longo da sua história, este modo de viver tem alimentado gerações na realização de um trabalho anónimo, donde, por vezes, se destacam algumas iniciativas e figuras. Refiram-se apenas alguns exemplos: no século XIII a primeira Universidade de Paris funciona no recém-fundado Convento dos Dominicanos; no conturbado século XIV, a leiga dominicana Catarina de Sena desempenha um papel relevante na política europeia, conseguindo que o papa regresse à Roma; no século XVI, no coração do Novo Mundo, Bartolomeu de Las Casas acolhe a pregação anti-esclavagista de uma pequena comunidade dominicana e, já como dominicano, inicia um combate sem tréguas em favor das populações nativas; nessa mesma época, um outro dominicano, Francisco de Vitória, ensinando na Universidade de Salamanca, lança a bases do que viria a ser o Direito Internacional; mais perto de nós, em pleno século XX, o dominicano francês Louis-François Lebret (a quem é atribuída a redacção da encíclica ‘Populorum Progressio\') - lança o movimento ‘Économie et Humanisme\' dedicado à cooperação e ao desenvolvimento.

É nesta senda multi-secular que os Dominicanos de Angola se inspiraram para a criação do Mosaiko| Instituto para a Cidadania.