Workshop sobre capacitação e protecção dos defensores dos Direitos Humanos
7-10 de Agosto
Joanesburgo | África do Sul
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No terceiro e último dia do workshop sobre: Capacitação em proteção dos defensores dos direitos ambientais e direitos a terra, o tema decorreu de forma prática a partir de uma oficina sobre: \"Estratégias de advocacia\". A actividade foi orientada pelo defensor dos Direitos Humanos, da Organização Global Witnnes, Ben Leather.
Para dar início ao assunto, Ben convidou os participantes a pensarem na seguinte questão:O que é advocacia? Com esta pergunta foi encaminhado um trabalho de grupo, onde a partir de oito passos pudemos pensar em possíveis soluções para os problemas que encontramos nas nossas organizações. Os passos são os seguintes :
1) Qual o problema identificado?
2) Qual o objectivo específico?
3) Qual é o público afectado? Quais são os actores envolvidos?
4) Analisar cada um dos actores, e os seus conteúdos
5) Compreender as relações chave entre esses actores
6) Situar a organização sobre o mapeamento
7) Situar os nossos parceiros
8) Avaliar as relações entre os aliados e os outros actores.
Após este trabalho cada grupo compartilhou suas experiências com os demais participantes.
Ben Leather alertou que cada organização tem as suas particularidades, porém na causa da defesa dos direitos humanos, é possível contar com o envolvimento de outras instituições que têm o mesmo objectivo, por exemplo, a advocacia, nós queremos que ela seja praticada de forma coerente para garantir o acesso às políticas públicas e que ajude as pessoas e comunidades a resolverem os seus problemas, afirmou o activista.
Além disso, Ben apresentou uma lista de mecanismos que as organizações podem utilizar para ampliar a rede dos defensores e imagens, criarem sinergias capazes de provocar transformações reais em várias realidades.
Ao finalizar o workshop, os mais de 30 participantes, vindos de 28 países foram orientados a levar para as suas instituições a proposta de uma declaração, onde se destacam as principais preocupações que este grupo de defensores. Uma delas é o fechamento do espaço cívico e os riscos de vida que essas pessoas correm diariamente, por actuarem efetivamente na defesa dos direitos humanos e ambientais.
Assim, todos assumiram o compromisso de enviar uma resposta à Civicus, no prazo de uma semana para dizer se concordam ou não em assinar a carta que será enviada ao Defensor Especial dos Direitos Humanos, Michel Forst e a Relatora especial sobre os direitos à liberdade pacífica de associação, Annalisa Ciampi

Mosaiko 20Anos ao Serviço dosDireitos Humanos em Angola