Ser bem acolhida é um Direito da pessoa imigrante
Que as leis de um País, não sejam maiores que a dignidade dos imigrantes.
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Que todas as pessoas sejam recebidas de forma muita humana e solidária em qualquer lugar que forem. E que as leis de um País, não sejam maiores que a dignidade dos imigrantes.

É com este propósito que as Irmãs Missionárias Scalabrinianas actuam há quase uma década junto à Comissão Episcopal da Pastoral Para os Migrantes e Itinerantes (CEPAMI), em Luanda.

A secretária executiva do CEPAMI, irmã Neide Lamperti, explica como é dinamizado o serviço de acolhimento aos refugiados, migrantes e imigrantes que chegam diariamente de várias partes do continente e do mundo. Não sabemos quantos são, mas são muitos, que vem à trabalho e ficam por aqui, fala a secretária.

Embora as Irmãs e outras entidades desenvolvam projectos de integração social e comunitária, os estrangeiros que vêm do Congo, Filipinas, Senegal, Vietname, Brasil, China, Portugal e outros países enfrentam muitas dificuldades, principalmente quanto a legalização dos documentos. Para conseguir o visto em Angola os valores são muito altos e geralmente os estrangeiros são trazidos por empresas para trabalhar e depois não conseguem mais voltar, afirma a irmã.

Sendo assim, fazemos todo possível para que estas pessoas que nos procuram se sintam bem acolhidas. Infelizmente ainda não temos uma casa que possa acolher os imigrantes. O que na verdade seria um direito humano dos estrangeiros. Apenas oferecemos orientações sobre as leis do País, estudo das línguas portuguesa, francesa, Vietnamita entre outras. Também procuramos formas de integrá-los junto à comunidade, explica a secretária.

O cuidado com as pessoas, seja ela estrangeira ou não é uma atitude humana que jamais poderemos perder de vista.


Sobre o CEPAMI
Fundado pelas Irmãs Missionárias Scalabrinianas de São Carlos Borromeo, em 31 de Outubro de 2006, junto da Conferência Episcopal de Angola São Tomé (CEAST), a fim de desenvolver um serviço mais específico, principalmente de acolhimento aos refugiados, migrantes e imigrantes que chegavam de várias partes do País.
Foi aí, que começou este serviço que até hoje, procura envolver outras entidades e lideranças com objectivo de formar uma rede de Protecção aos Imigrantes. Na situação em que essas pessoas se encontram é preciso juntar as forças para fazer um apelo às entidades responsáveis pelas leis migratórias do País. Precisamos olhar para os estrangeiros como alguém que está aqui para somar e não para dividir. A pessoa estrangeira não é um problema. A complicação está muitas vezes, nas leis e no cumprimento dos direitos dos estrangeiros, ressalta irmã Neide.


Contudo, a inclusão dos imigrantes ainda é um grande desafio.