25º aniversário das 1ªs eleições em Angola
Eleições: a maior festa da democracia
29 de Setembro
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Já lá se foram quatro pleitos eleitorais desde que Angola se constituiu como estado democrático: em 1992, 2008, 2012 e, agora, em 2017.


No dia 29 de Setembro, lembramos a primeira vez que o País experimentou a indicação do seu governo por meio da vontade popular, ao realizar as suas primeiras eleições em 1992.


Depois de cerca de 16 anos de conflito armado (1975-1991), o País viveu um período de alguma tranquilidade, fruto dos acordos de Bicesse e, por conseguinte, a marcação das eleições legislativas e presidenciais para 29 de Setembro de 1992.

Contudo, a não aceitação dos resultados por uma das principais forças políticas fez com que o País mergulhasse novamente no conflito armado. Este momento atrasou ainda mais o processo de construção da nação. Mas, o fracasso das eleições de 1992 deve ter ensinado os fazedores da política nacional a compreenderem as eleições como um caminho a percorrer para que se alicerçasse as bases da democracia e se definisse o futuro do povo que hoje se estima em aproximadamente 26 milhões de habitantes.


Em 2008, Angola vivenciou a segunda maior festa da democracia no País. Realizaram-se as eleições legislativas. Com efeito, depois de 4 anos, em 2012, tiveram lugar as terceiras eleições realizadas e, concomitantemente, as primeiras eleições gerais.


Neste ano em que celebramos os 25 anos do primeiro pleito eleitoral, também vivemos e festejamos as segundas eleições gerais de Angola e o quarto pleito eleitoral experimentado pelo País.


De 1992 para cá, muita coisa mudou. A consciência democrática dos cidadãos aumentou consideravelmente e as eleições já são encaradas pelo povo como parte integrante da cultura democrática do País e, como tal, são vividas com compromisso e alegria. O comportamento cívico dos angolanos que foram às urnas no dia 23 de Agosto último é uma evidente prova do crescimento da maturidade democrática dos cidadãos.


É verdade que ainda há muito por se caminhar em termos de solidificação da democracia no País, mas também é imperativo reconhecer que o sistema democrático, em qualquer sociedade, deve-se compreender em duas fases: surgimento e solidificação. E nós estamos a caminhar, estamos a crescer e a solidificá-lo, cada vez que festejamos e vivemos eleições mais pacíficas e com exigências de liberdade e transparência.

 

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