Educadores reflectem sobre construção da paz

Cultura de Paz

Educadores reflectem sobre construção da paz

“Pensar antes de agir, estar unido, é importante, mas de nada adianta termos união se isso servir para destruir”, afirmou Cecília Prudêncio, coordenadora da Biblioteca Mosaiko, durante a formação sobre a Cultura de Paz e o Desenvolvimento na Perspectiva dos Direitos Humanos.

A formação realizada na Casa das Irmãs Franciscanas Catequistas, no Cazenga, nos dias 12 e 13 de Setembro, passado, foi dirigida a alfabetizadores, professores e gestores de escola. Implementando dinâmicas de reflexão que levaram à intervenção dos participantes com questões sobre a construção da paz na família, na escola, na rua, no trabalho e no meio ambiente.

“A diferença entre o que fazemos e o que somos capazes de fazer, chegaria para resolver a maioria dos problemas do mundo”, destacou Cecília Prudêncio, citando Mahatma Gandhi, durante a reflexão  sobre a “Construção da Paz”.

No âmbito do projecto de Alfabetização 4M’s (Mutuê, Muxima, Malu e Moko), esta formação foi facilitada pela equipa do Mosaiko que, além de Cecília Prudêncio, contou com a bibliotecária-adjunta Maria de Lourdes Benguela e a jornalista estagiária Paula Esteves. Durante dois dias compareceram 80 professores e representantes dos núcleos do projecto, ao todo, 32 mulheres e 48 homens.

Educadores reflectem sobre construção da paz

“Começámos por fazer uma retrospectiva do tema da formação passada sobre a Construção da Paz, na sociedade e nas comunidades. Como reflectir uns com os outros e como podemos cultivar a paz, a partir de nós, como educadores”, comentou sobre a formação a professora Mónica Gil, do Núcleo Santa Clara.

Esta actividade formativa serviu ainda para firmar os compromissos já assumidos em etapas anteriores, nomeadamente: os trabalhos desenvolvidos com os encarregados de educação; pedir às crianças que trouxessem instrumentos cortantes em troca de brinquedos; o uso da poesia na comunidade; a criação de uma barbearia para servir os munícipes do bairro Calawenda, no município do Cazenga; doações aos mais necessitados dos Congolenses; e criar mecanismos de combate à delinquência juvenil.

A professora Fernanda Buambua, do Colégio Ritauria,  deixou o apelo para uma maior abrangência destas formações, chegando a outras instituições e comunidades, em particular do município do Cazenga.

Educadores reflectem sobre construção da paz

No final, os professores destacaram o desafio de comprometimento individual face aos assuntos abordados na formação, nomeadamente: Levar cartazes para partilhar com a comunidade sobre a paz e o amor pela profissão e colocar em prática tudo quanto foi ensinado.

Por uma Angola melhor!

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