TEXTO DE OPINIÃO – Preservando os monumentos e sítios históricos

Dia Mundial dos Monumentos e Sítios Históricos

 “A incompreensão do presente é fruto do desconhecimento do passado” – Cheik Anta Diop, historiador senegalês.

Ao celebrarmos o 36º aniversário da instituição da data dos MONUMENTOS E SÍTIOS HISTÓRICOS queremos mencionar a importância e os objectivos dos mesmos. Mas antes salientamos que esta data foi instituída a 18 de Abril de 1982 pelo ICOMOS (Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios), uma associação de profissionais da conservação do património, e aprovada pela UNESCO em 1983.

A data visa promover os monumentos e sítios históricos e valorizar o património, ao mesmo tempo que tenta alertar para a necessidade da sua conservação e protecção para o bem dos seres humanos. Se entendermos monumentos como construções, documentos literários, científicos, artísticos, para perpetuar a memória de um facto ou de uma personagem, é lógico afirmarmos que, monumentos são fragmentos materiais pelos quais podemos conhecer a história dos tempos passados.

A título de exemplo, a Igreja de São Paulo, localizada em Luanda, gravuras rupestres de Ndalambiri, na Kibala, e a fortaleza de Kibala.

Sítios históricos são locais que narram um acontecimento histórico duma determinada época vivida pela humanidade. Tomamos como exemplo a foz do rio Zaire, onde Diogo Cão teve os primeiros contactos com os povos do reino do Congo (Angola), a Lagoa do feitiço em Dambe, na província do Uíge.

Tanto os monumentos históricos como os sítios históricos são locais de turismo e de grande importância que podem ajudar na economia de um determinado país.

O nosso país tem mais de 265 monumentos e sítios históricos, embora muitos deles em estado de degradação.

A preservação destes locais é da responsabilidade de cada um de nós, porque estes locais representam um valor cultural para o nosso país, por esta razão o guia da Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos afirma: «preservar e fortalecer “os valores culturais africanos positivos” num espírito de tolerância, diálogo e consulta».

Sempre que visitarmos um monumento ou sítio histórico devemos preservá-los e mantê-los limpos para o bem de todos nós, daí o MOSAIKO | Instituto para a cidadania ter no seu calendário, para este ano, como tema “Objectivos de Desenvolvimento Sustentável” em que no terceiro apela para o asseguramento de uma vida saudável e a promoção do “bem – estar para todos, em todas as idades”. Isto é possível sim, desde que todos nós conjuguemos esforços para o bem das nossas e da próxima geração.

Conservar o meio ambiente onde se encontram os monumentos e sítios históricos é assegurar uma vida saudável para todos, em todas as idades. E, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, no seu artigo 29º, afirma: «o indivíduo tem deveres para com a comunidade, fora da qual não é possível o livre e pleno desenvolvimento da sua personalidade». Aí vem mais uma vez reforçar que a preservação do meio ambiente, dos monumentos e sítios históricos por pertencerem numa comunidade é da responsabilidade de todos nós e não simplesmente do Estado.

Os parques nacionais e reservas também são sítios históricos e que podem constituir um monumento histórico de grande importância. Conservemos os nossos parques e reservas nacionais para a protecção do meio ambiente e assegurar uma vida saudável para todos do planeta.

Autor: Carlos Pulungo

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